Comecei Rivais do Verão sem amar a escrita, o que para mim foi uma experiência bastante diferente, porque normalmente não tenho preferência pela forma como um livro é escrito e raramente isso interfere na minha leitura. Apesar de não me ter conseguido ligar totalmente ao estilo da autora, não foi isso que me fez gostar menos da história, apenas acabou por pesar um pouco na classificação final. Dei-lhe quatro estrelas e meia porque, mesmo com esse ponto menos positivo, achei a história incrível e gostei muito daquilo que o livro nos trouxe.
Acompanhamos uma protagonista que está completamente perdida depois da morte do pai, uma das pessoas que mais a apoiava. Ela começa a sentir que a universidade já não faz sentido e que não quer passar a vida presa a um caminho que nem sequer sabe se deseja seguir. Decide então abandonar os estudos e usar a herança que o pai lhe deixou para viajar pelo mundo, cumprindo aquilo que acredita ter sido também um dos sonhos dele. Quando o dinheiro acaba, regressa a casa e a mãe dá-lhe um ultimato: tem de perceber o que quer fazer da vida, encontrar alguma estabilidade ou voltar a estudar. É assim que ela acaba por passar três meses a trabalhar numa livraria em Bali, convencida de que vai trabalhar algumas horas e passar o resto dos dias na praia. Só que, quando chega, percebe rapidamente que nada é como imaginava.
Além de ter de dividir um apartamento minúsculo com um rapaz que parece odiá-la, também tem de trabalhar com ele numa livraria que está longe de ser o espaço bonito e organizado que tinha imaginado. Para mim, é uma ótima leitura de verão, principalmente para quem gosta de livros sobre livros, de cenários tropicais e de um bom enemies to lovers. Mesmo não tendo amado a escrita, a história conquistou-me e acabou por ser uma leitura que gostei muito de fazer.
