Comecei a ler Projeto Hail Mary em maio e, apesar de estar a adorar, acabei por parar porque é um livro bastante grande e, naquela altura, não estava com tempo nem cabeça para acompanhar tantos pormenores científicos. Em agosto decidi retomar a leitura e combinei o livro com o audiobook brasileiro disponível no Spotify, e isso tornou a experiência ainda melhor. Foi a minha primeira ficção científica e, mesmo sendo um género completamente novo para mim, conseguiu conquistar-me ao ponto de lhe dar cinco estrelas.
Uma das coisas de que mais gostei foi acompanhar o protagonista a acordar sem memória e ir descobrindo, ao mesmo tempo que nós, quem era, porque estava naquela missão e tudo aquilo que tinha aprendido antes de partir. À medida que as memórias vão regressando, o livro leva-nos ao passado e mostra-nos os momentos em que ele aprendeu determinadas coisas, e adorei esta forma de contar a história. Também gostei muito da amizade pouco provável que acompanhamos ao logo da história, principalmente da forma como tentam perceber-se e encontram maneiras de comunicar apesar de serem completamente diferentes.
Para mim, este livro acabou por ser muito mais do que uma história de ficção científica sobre o espaço e sobre salvar o planeta. É também uma história sobre amizade, sacrifício, cooperação e sobre a ligação que pode existir entre seres completamente diferentes. Acho que é um livro que pode resultar muito bem até para quem nunca leu ficção científica ou acha que o género não é para si, porque foi exatamente o meu caso. Também adorei a adaptação cinematográfica e senti que aquilo que tinha imaginado durante a leitura estava muito próximo do que vi no ecrã, embora o livro, como seria de esperar, tenha muito mais detalhes. Foi, sem dúvida, uma experiência de cinco estrelas.
