Depois de muitos surtos e de o meu coração ter sido completamente roubado, finalmente trago-vos a review de Pucking Wild, da Emily Rath. Se achavam que já tinham lido sobre o “book boyfriend” perfeito, preparem-se, porque o Ryan veio elevar a fasquia a um nível estratosférico
Este não é apenas mais um romance de hóquei; é uma história sobre cura, sobre redescobrir o prazer e sobre como o amor certo pode reconstruir o que outros tentaram destruir. Entre um slow burn de nos deixar a subir pelas paredes e uma representatividade que me surpreendeu muito positivamente, este livro tornou-se, sem dúvida, um dos meus favoritos do ano.
Oh meu Deus, este Ryan é o mais fofo de sempre! Ele é um autêntico “cachorrinho”: doce, carinhoso, sensível, amigo e de uma lealdade que nos deixa o coração a derreter. Mas não se deixem enganar pela doçura, porque quando é preciso, ele é um HOMEM com H maiúsculo. Estou completamente apaixonada por um homem de 22 anos e não tenho qualquer defesa!
Por outro lado, temos a Tess, de 33 anos, e como eu a percebi durante toda a leitura. Ela é uma mulher que já foi casada, carrega montes de bagagem e um passado pesado com um ex-marido que a conseguiu destruir completamente. Ele acabou com a autoestima dela, deixou-a acabada, manipulou-a e traiu-a da pior forma. Este livro traz-nos à vista, de uma forma muito real, as marcas profundas que as pessoas narcisistas nos podem deixar, e como é difícil o processo de reconstrução depois de uma relação assim.
Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a forma como a Emily Rath abordou temas como a dislexia e a disgrafia. Confesso que nem imaginava que existia desta forma e achei incrível a sensibilidade com que foi tratado. Dá uma profundidade à história que vai muito além do romance de hóquei habitual e torna tudo muito mais humano.
Preparem-se, porque este é um slow burn que dura meses, mas a espera vale cada segundo. Quando finalmente acontece… é simplesmente delicioso! Dá vontade de explorar mais a nossa própria sexualidade e de nos sentirmos bem na nossa pele. A Emily tem um dom absoluto para escrever cenas hot; a qualidade descritiva é de um nível que vi em poucos livros. Não é apenas o “calor” do momento, é a cumplicidade. É lindo acompanhar um casal a descobrir, sem pressas e em conjunto, o que gostam e o que lhes dá prazer.
Pucking Wild é um 5 estrelas sem pensar duas vezes. Terminei o livro com o coração cheio e com uma vontade enorme de continuar neste universo. Já só quero ler a história da Poppy!
