Pucking Sweet de Emily Rath

Se há coisa que aprendi com a Emily Rath é que ela não escreve apenas romances; ela escreve experiências que nos deixam o coração a bater a mil e a cabeça a mil milhas de distância. Pucking Sweet foi exatamente isso: uma viagem viciante, intensa e, acima de tudo, deliciosa.

Muitas vezes perguntamos a nós próprias por que razão haveríamos de escolher apenas um homem fantástico quando podemos ter dois e construir uma família de sonho? Este romance a três é o equilíbrio perfeito entre a tensão sexual constante, o desenvolvimento real das personagens e um enredo que nos prende do início ao fim. Não é apenas sobre o “hot” — embora, vamos ser sinceras, as cenas sejam de outro nível, detalhadas e escritas com a mestria a que a Emily já nos habituou — é sobre a ligação emocional profunda que se constrói entre os três e como cada um encaixa nas falhas do outro.

O Colton surge como a âncora deste trio, com aquela energia de “golden retriever” que nos derrete: é doce, leal, o amigo e companheiro que todas desejamos ter por perto.

Já o Lukas, que admito ser o meu favorito, é o oposto. Ele esconde-se atrás de uma máscara de “bad boy” solitário, mas a realidade é que é sensível, sexy e sedutor. O Lukas ergueu muros tão altos para se proteger que acaba por se magoar a si próprio e aos outros por não saber lidar com o que sente. Ver o seu crescimento ao longo das páginas e a forma como ele começa a baixar a guarda é, honestamente, das partes mais gratificantes da leitura. Ele precisa de trabalhar a inteligência emocional, é verdade, mas é essa imperfeição que o torna tão real e apaixonante.

Pelo meio temos a Poppy, uma força da natureza que, à primeira vista, parece agressiva e super confiante, mas que no fundo ainda é uma mulher a tentar libertar-se da necessidade de aprovação alheia.

Este livro tem tudo o que procuramos num bom hockey romance: história com substância, reviravoltas que não estávamos à espera e uma química que quase queima o papel. Acompanha o ritmo brilhante da série Jacksonville Rays e deixa-nos com aquela ressaca literária que só os livros cinco estrelas conseguem provocar. Terminei a última página com um sorriso no rosto e um apelo direto: @quintaessencia, precisamos urgentemente do quarto livro, Pucking Strong!

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