Há livros que nos prendem logo nas primeiras páginas e este foi exatamente assim.
Catherine Cowles conseguiu criar uma história envolvente, apaixonante e diferente, que mesmo num livro relativamente pequeno entrega emoção, química e personagens que ficam connosco.
A história da Leya e do Adrian é daquelas que não se esquecem.
A Leya carrega um passado difícil. Depois de sobreviver ao cancro, vive com o peso de saber que engravidar poderá não fazer parte do seu futuro. Acabou por passar demasiado tempo a sobreviver em vez de viver verdadeiramente, sempre com essa dor silenciosa no coração. Ainda assim, é uma personagem brilhante, simpática e determinada, focada em terminar a sua tese.
Já o Adrian passou grande parte da vida preso à rotina e à indiferença. Depois do divórcio, decide regressar aos Estados Unidos com os seus dois filhos e é aí que tudo começa a mudar.
Desde o primeiro momento em que os vemos juntos percebe-se que existe ali qualquer coisa. A ligação entre eles é imediata, natural e impossível de ignorar. A química? Absolutamente palpável.
E sim… para quem gosta: existem momentos mais intensos e quentes, mas sempre integrados na história e sem tirar protagonismo ao desenvolvimento das personagens.
Foi uma leitura emocional, envolvente e daquelas que apetece terminar e ao mesmo tempo não acabar.
Uma história sobre recomeços, cura, família e voltar a acreditar no amor.
Delicioso.
