Há livros que se leem, e depois há livros que nos marcam para sempre. Mal comecei a folhear as suas páginas, fui arrebatada por uma força impossível de resistir. A minha vida parou. O tempo deixou de fazer sentido. A realidade, que eu conhecia, foi substituída por um universo novo, tão intenso e viciante que me vi a devorá-lo a uma velocidade vertiginosa.
A autora, Amber V. Niccle, não se limitou a criar uma história: ela teceu um mosaico de enredos, com reviravoltas tão audaciosas que me deixaram sem fôlego. Fiquei completamente dividida entre a riqueza dos personagens, cada um com a sua própria carga emocional e complexidade, e o magistral labirinto de tramas, que me mantiveram na ponta da cadeira, incapaz de prever o próximo passo.
Este é um livro impossível de largar. Terminei a leitura com o coração a mil, com o arrepio de quem acabou de experienciar algo monumental, e com a certeza absoluta de que precisava de mais. A ansiedade por saber o que se segue é quase insuportável. A única oração que faço agora é que os próximos volumes sejam traduzidos rapidamente, porque o vício já começou.
“Livro de Azrael” não é apenas uma leitura; é um mergulho visceral no desconhecido, um fenómeno que nos persegue mesmo depois da última página. Uma obra-prima que merece todo o hype.
