ler Callie Hart é abrir a porta para um milhão de novas histórias e sentimentos. Eu já tinha ouvido falar muito da autora, mas ainda não tinha lido nada dela. Não sei exactamente porque demorei tanto, porque agora que terminei Brimstone só consigo pensar em como vou viver sem esta história.
A escrita da Callie é viciante. Ela sabe construir tensão, guiar o leitor e ir entregando, aos poucos, o melhor de cada personagem. Em vários momentos dei por mim a rir, a suspirar e até a sofrer. Já me tinham dito que a autora é “fenomenal”, mas viver isso na pele é outra coisa.
Outra surpresa maravilhosa foi ver um pedaço de mim neste livro. A representação do brasileiro é realmente bem feita, sem estereótipos forçados, e isso torna tudo ainda mais especial. As referências à nossa cultura e à nossa língua estão bem encaixadas, fazem sentido na trama e arrancam sorrisos de quem se reconhece ali.
O enredo é coeso, bem estruturado e muito bem escrito. Até nas cenas mais intensas se sente o cuidado que a autora teve com os detalhes. Tudo serve para nos fazer entender quem são estas personagens, de onde vieram e para onde vão.
As cenas “hot” são quentes na medida certa, bem descritas e nunca gratuitas. Funcionam como extensão dos sentimentos das personagens, e não apenas como fan service, o que torna a leitura ainda mais envolvente e emocional.
No geral, Brimstone foi uma experiência de leitura deliciosa. Callie Hart entrou para a lista de autoras que quero acompanhar de perto, e este livro, em particular, mexeu comigo de um jeito que já não sentia há algum tempo.
Nota final: 6/5 estrelas – superou todas as expectativas.
